"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

As antiguinhas de Caetano...


Engraçado como a nossa memória torna significativas as várias passagenzinhas que marcam a nossa vida! É incrível, mas, se o momento ou a fase foram importantes ou "bem vividos", a gente pega um detalhezinho dele e fixa na nossa mente... e no nosso coração... É uma comida... uma música... um cheiro... E quando a gente menos espera... anos e anos depois... aquela coisinha aparece como um verdadeiro elixir exalando na nossa memória aquele montão de coisas boas que essas inesquecíveis lembranças nos causam... A gente pode até adotar isso como um remédio sabia? É sério! Eu uso muito isso... Esses dias eu andava me lembrando de uma fase da minha vida a qual sempre relaciono a sensações de muita felicidade... Foram anos despreocupados, saudáveis, de muitos planos, muitos amigos... de vida bem curtida... Aquela idade de finzinho de adolescência... de planos de faculdade... de vida em Salvador...todo mundo idealizando um "futuro brilhante". Então... E aí eu me lembrei que nessa época eu ouvia tanto Caetano Veloso... Aquelas antiguinhas sabe? "Por que és o avesso do avesso do avesso do avesso..." Eu adorava... Ouvia Caetano pra começar o dia... Ou quando o dia acabava... Ou quando íamos ver o pôr-do-sol no Farol da Barra depois da aula... Ou quando íamos nos juntar pra alguém tocar violão... "Eu tomo uma Coca-cola ela pensa em casamento..." Tempo tão bom...
E hoje... agora que eu já estou aqui no futuro... no meu "futuro brilhante"... naqueles dias em que ele não se mostra tão brilhante assim... naqueles dias em que a gente precisa de alguma dose extra de ânimo, alto astral e felicidade... então aí eu coloco "na vitrola" as "antiguinhas de Caetano"... e vou ouvindo... vou ouvindo... E toda aquela sensação de felicidade vivida lá naquele determinado tempo e naquele determinado espaço da minha vida voltam pra me visitar. É legal! Muito legal mesmo!Faz bem e reanima! Rs. Agora diz se não funciona como um remédio? Quase um psicofármaco!Rs
É como quando como um enorme sonho de goiabada coberto com muito açúcar pra sentir uma forte sensação da minha infância...
Viajei no tempo!

"Esse papo já tá qualquer coisa..."

Tibet

terça-feira, 19 de julho de 2011

Viver é arte...


Tibet
(Adoro esse meu guarda-chuva... rs...)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Minhas asas...


Nos dias em que conseguimos, apenas, caminhar...
Asas se tornam um grande peso a carregar...

Tibet
(em dias chatos de "terra firme"...)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Elegância...



Li esse texto no mural do meu trabalho hoje. Adorei.
Quero me lembrar de tentar ser assim... sempre...

SER CHIQUE SEMPRE por GLÓRIA KALIL

"Nunca o termo “chique” foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas.
O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
Chique mesmo é parar na faixa de pedestre. É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É “desligar o radar” quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!
Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour! Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios… mas amor e fé nos tornam humanos!
."

Achei lindo!
Devíamos ser todos assim... elegantes perante a Vida!
Vamos, pelo menos, tentar? rs.

Tibet

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Hard level...


Há que se ter habilidade...

Tibet

domingo, 5 de junho de 2011

Lendo...


"Perto do Coração Selvagem" - Clarice Lispector (romance de estréia dela)

"Perco a consciência, mas não importa, encontro a maior serenidade na alucinação."
Clarice Lispector

É engraçado... mas, acho que eu tenho "medo" de Clarice!
Às vezes... passo alguns períodos de tão intensa "agonia introspectiva" que eu tenho uma sensação de me aproximar muito... a um nível arriscado até, de alguma linha imaginária que me limita da "insanidade". Se eu não ficar atenta... acabo me perdendo no lado subjetivo da vida! Isso, em algumas fases, chega a uma intensidade tal que, por precaução, eu "volto correndo" (rs) para a "concretude" da minha vida e entro de cabeça nas minhas "obrigações da vida prática". Eu hem?... Vai que eu vá ficando ficando e, um dia, não consiga mais "voltar" de lá... Morro de medo...
Então... E Clarice...
Quando a leio, ela me dá a impressão de um eterno viver sobre essa linha tão arriscada... Não sei como ela conseguiu suportar a sua própria intensidade! Começo a lê-la e ela, então, vai me arrastando de volta para a minha "zona de risco"...
Eu, pelo menos, posso fechar o livro e "voltar correndo" quando der medo...
E ela? Tava com ela dentro dela o tempo todo!

"... eu escrevo e assim me livro de mim e posso então descansar."
Clarice Lispector

"Não gosto quando dizem que tenho afinidade com Virgínia Woolf (só a li, aliás, depois de escrever o meu primeiro livro): é que não quero perdoar o fato de ela se ter suicidado.O horrível dever é ir até o fim".
Clarice Lispector

Virgínia Woolf coitada... era outra... (rs)

Apesar do "medo"...
Adoro as duas...

Tibet

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A vida...


Pra mim...
Bela...
E no meu ritmo...
Sempre...

Tibet